Belém do Pará, segundo domingo de outubro

Basílica

As linhas arquitetônicas obedecem ao estilo romano, com predominância do neo-clássico atrasado. Mede 62 metros de comprimento por 24 de largura e 20 de altura. As torres medem 42 metros, onde estão nove sinos. Na torre do lado direito (de quem olha de frente) fica o sino maior, pesando mais de uma tonelada, com 1,8 metro de diâmetro. O conjunto com os outros oito fica na torre esquerda. Foram instalados em 1930 e cada um traz, além de um crucifixo, a imagem e o nome de um santo padroeiro.

A parte interna é dividida em cinco naves. A nave central, o transepto e o abside formam uma cruz latina. Possui 36 colunas em granito róseo com bases em diorite que sustentam arcos. 54 vitrais espalhados por todo o templo iluminam e colorem o interior. O forro do teto é em madeira de lei da região, em especial o cedro. Mais de trezentas peças de mosaicos da Casa Gienense, de Veneza, foram instaladas, dentre as quais, 38 medalhões em que mostram a vida e as virtudes de Maria, anjos que trazem a oração da Salve Rainha, anjos, flores, a Via Sacra, dentre outros.

Na entrada três portas monumentais em bronze com painéis e medalhões em alto relevo com gravuras relacionadas às invocações das ladainhas de Nossa Senhora. A porta central, com 5.655 quilos, foi instalada em 1963, por ocasião do VI Congresso Eucarístico Nacional, e quatro anos depois foram encomendadas as duas laterais, todas produzidas pela Metalúrgica Abramo Eberle, de Caxias do Sul (RS).

Duas capelas que ladeiam o altar mor, uma dedicada ao Sagrado Coração de Jesus e outra a Nossa Senhora do Brasil e há ainda 11 altares nas naves laterais. Possui também 24 lampadários venezianos e um órgão com três teclados e 1.100 tubos.

 

Texto: Fabrício Coleny – Jornalista Publicitário