Procissões


Traslado dos Carros

Instituída como procissão no final de 2019 pela Diretoria da Festa e Arquidiocese de Belém, o Traslado dos Carros é a 13ª Romaria Oficial do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A ideia da nova procissão foi sugerida pelo Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, juntamente com a Diretoria. No Círio 2020 deveria ter ocorrido pela primeira vez como procissão oficial, mas por conta da pandemia, isso não foi possível, e nem em 2021. Esta romaria ocorre sempre na quarta feira que antecede a grande procissão do domingo e um dia antes da apresentação do Manto, com saída da Basílica Santuário e chegada no Galpão da CDP.  

Nesta procissão são transportados o Carro de Plácido, Barca dos Escoteiros, Barca Nova, quatro Carros dos Anjos, Cesto de Promessas, Barca com Velas, Barca Portuguesa, Barca com Remos, Carro Dom Fuas e Carro da Sagrada Família.

FOTO: Soraya Montanheiro


Traslado para Ananindeua

Um percurso de 47 quilômetros marca a primeira romaria oficial da programação do Círio, o Traslado para Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. O cortejo acontece na sexta-feira que antecede o segundo domingo de outubro, é o mais extenso e com maior duração de toda a programação, com cerca de 12 horas. Milhares de fiéis acompanham correndo, de bicicleta, motocicleta ou de carro e outros aguardam a passagem do cortejo nas calçadas das ruas e rodovias que fazem parte do percurso. Nossa Senhora de Nazaré recebe diversas homenagens de várias maneiras e são feitas algumas paradas. A primeira dessas paradas é uma das mais emocionantes e acontece em frente ao Hospital Ophir Loyola, que é referência no tratamento Oncológico de crianças e adultos, localizado na Avenida Magalhães Barata, onde os enfermos aguardam em um espaço especialmente preparado para eles. O primeiro traslado aconteceu durante o Círio de 1992.


FOTO: Soraya Montanheiro


Romaria Rodoviária

Realizada na véspera do Círio, a romaria conduz a Imagem Peregrina que sai da Igreja Matriz de Ananindeua à orla de Icoaraci. Ao longo do percurso, são realizadas diversas homenagens, especialmente com a queima de fogos. Depois de percorrer cerca de 24 quilômetros, chega ao trapiche por volta das 8h.


FOTO: Yêda Sousa

Romaria Fluvial

Ela está entre as mais belas romarias da programação do Círio. O percurso pelas águas da Baía de Guajará corresponde a aproximadamente 18 Km, até a Praça Pedro Teixeira. A embarcação da Marinha do Brasil leva a Imagem Peregrina em um nicho, seguida por centenas de embarcações de todos os tipos e tamanhos. Em muitas delas é celebrada a santa missa, com momentos de espiritualidade e muito louvor. A primeira Romaria Fluvial foi realizada pela então Companhia Paraense de Turismo em 1986. Na chegada, na escadinha (Praça Pedro Teixeira), Imagem é recebida com honras de Chefe de Estado, pela Polícia Militar, fato que se repete desde 1999, motivado pela Lei Estadual nº 4.371, de 15 de dezembro de 1971, que proclamou a Virgem de Nazaré Padroeira do Pará, Rainha da Amazônia e merecedora dessa grande honraria.

FOTO: Soraya Montanheiro.


Moto Romaria

Após a chegada da Romaria Fluvial na Escadinha do Cais do Porto, os romeiros se integram aos motociclistas que aguardam a Imagem para conduzi-la na Moto Romaria até o Colégio Gentil Bittencourt. Num percurso de 2,6 quilômetros, centenas de motociclistas fazem a escolta da Imagem em um estrondoso cortejo que toma conta das ruas de Belém. A romaria foi criada em 1990 pela Federação Paraense de Motociclismo, que decidiu prestar sua homenagem.


FOTO: Karol Coelho

Trasladação

Na noite do sábado, véspera do Círio, milhares de fiéis se reúnem para a procissão que antigamente era chamada de Antecírio. Com saída do Colégio Gentil Bittencourt, após a missa, os romeiros saem em caminhada rumo à Catedral de Belém, no percurso inverso ao do realizado na manhã de domingo. A primeira Trasladação foi promovida pelo Governador Francisco de Souza Coutinho, junto com o Capelão do Palácio do Governo, padre José Roiz de Moura, que levaram a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, da Matriz até a capela do local.

FOTO: Salim Wariss


Círio de Nazaré

No segundo domingo de outubro mais de dois milhões de pessoas de todos os lugares do mundo vêm a Belém para participar da tradicional festa religiosa da Amazônia e uma das maiores do mundo. A procissão tem 3,6 Km de percurso, saindo da Catedral, na Cidade Velha, até a Praça Santuário de Nazaré. A primeira procissão saiu na tarde do dia 8 de setembro de 1793. O Círio passou a ser realizado pela manhã a partir de 1854. Desde 1882, o bispo Dom Macedo Costa, de comum acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Ferreira Carneiro, resolveu que o ponto de partida seria a Catedral, o que acontece até hoje. O segundo domingo de outubro ficou definido como o dia de realização da procissão do Círio em 1901.

FOTO: Soraya Montanheiro


Ciclo Romaria

No sábado posterior ao Círio de Nazaré, pela manhã, acontece a Ciclo Romaria, com saída da Praça Santuário de Nazaré. Todos os anos o trajeto percorrido é diferente, definido dois meses antes do Círio. Muitos ciclistas enfeitam suas bicicletas para participar do cortejo e ao final é feita a escolha das três melhores, que recebem premiação. A romaria dos ciclistas foi criada depois do pedido da Federação dos Ciclistas do Pará e da Associação dos Ciclistas de Icoaraci, em 2004.


FOTO: Salim Warris


Romaria da Juventude

É a vez da juventude homenagear a Rainha da Amazônia. A procissão é animada por um trio elétrico, um momento de confraternização entre jovens de paróquias e comunidades da Arquidiocese de Belém, o que faz desta Romaria uma das mais animadas. Ela começou a ser realizada em 2001, com a procissão saindo da Comunidade São Braz, que integra a Paróquia de Nazaré. A cada ano, uma Igreja da Arquidiocese de Belém é escolhida para ser a anfitriã do evento e ponto de saída da romaria. Na chegada é celebrada a Santa Missa na Praça Santuário.


FOTO: Yêda Sousa

Romaria das Crianças

No primeiro domingo após o Círio de Nazaré é a vez das crianças irem às ruas prestar suas homenagens a Nossa Senhora. A Romaria, criada com o objetivo de construir e fortalecer a devoção mariana entre os pequenos, sai e retorna à Praça Santuário, percorrendo algumas ruas do bairro de Nazaré. A Imagem Peregrina é levada na berlinda, acompanhada pelos Carros dos Anjos. A animação fica por conta de bandas musicais compostas por crianças e jovens de municípios do estado e também de um coral que é formado especialmente para a homenagem. A primeira Romaria foi realizada em 1990.


FOTO: Salim Warris


Romaria dos Corredores

Em 2014, mais uma romaria oficial entrou para o calendário da grande festa do Círio de Nazaré: a Romaria dos Corredores. Assim, homenagem a Rainha da Amazônia ficou composta por 12 romarias oficias. O trajeto conta com aproximadamente 8 km com início e chegada na Praça Santuário. O evento não tem caráter competitivo, portanto não há cronometragem nem premiação. É feito em forma de trote (corrida de pouca velocidade). A ideia foi sugerida por uma comitiva de corredores de rua da capital paraense que encaminhou o pedido, aprovado pela Arquidiocese de Belém e Diretoria da Festa.

FOTO: Soraya Montanheiro.


Procissão da Festa

Na manhã do segundo domingo após o Círio acontece a Procissão da Festa, a penúltima Romaria Nazarena e a terceira romaria mais antiga da festividade, depois do Círio e da Trasladação. A procissão é acompanhada pela Diretoria da Festa e comunidades da Paróquia de Nazaré. O percurso é diferente a cada ano para poder abranger todas as comunidades que integram a Paróquia. A imagem Peregrina segue em um andor. Não se sabe precisamente quando a primeira Procissão da Festa foi realizada, mas em 1881 já se tem registros históricos, 24 anos antes dos Barnabitas assumirem a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro, em 1905.

FOTO: Soraya Montanheiro


Recírio

Quinze dias após o Círio, em uma segunda-feira, acontece o momento que encerra toda a Festividade Nazarena, com o Recírio. A procissão começa após a missa na Praça Santuário, quando a Imagem Peregrina é conduzida em direção à Capela do Colégio Gentil Bittencourt. A primeira procissão do Recírio remonta a metade do século XIX, mas precisamente o ano de 1859.

FOTO: Salim Warris